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Trabalhadores africanos descriminados e escravizados por empresas chinesas que operam no continente.

O sofrimento dos trabalhadores africanos em  empresas chineses coloca em causa as fracas leis laborais existentes  em vários  países africanos.

São  praticas comuns nas empresas chinesas a operar em África atitudes racistas, violações dos direitos dos trabalhadores, péssimas  condições de trabalho e remuneração injusta.

Infelizmente a África, está a lidar-se com um país que tem tolerância zero para os direitos humanos, que é frequentemente criticado por causa das suas leis laborais.

A maior parte dos governos africanos, estão mais interessados no dinheiro que os chineses trazem, acabando por negligenciar de elevada importância, especialmente em um continente onde a democracia ainda está lutar  para ficar de pé.

A parceria China-África para além de financiamento, trouxe consigo  cidadãos chineses, alguns dos quais vêm com atitudes racistas e ética de trabalho de escravidão.

Em um vídeo que se tornou viral, Liu Jiaqi, um cidadão chinês, foi deportado pela imigração queniana por insultos raciais contra seus colegas quenianos.

No Quênia, o estado de direito é mais forte do que em outras partes da África. Outro vídeo divulgado a partir do Uganda mostrou um mineiro ilegal chinês a agredir um oficial do governo ugandês.

É importante que os africanos exijam melhor tratamento de seus trabalhadores e implementem leis trabalhistas fortes.

Um caso que chocou muitos zambianos e africanos, executivos chineses abriram fogo contra trabalhadores que protestavam contra salários e condições precárias na mina de carvão Collum, na província sulista de Sinazongwe.

Onze pessoas ficaram feridas após o tiroteio.

Em 2012, um relatório da South African Resource Watch (SARW), com sede em Joanesburgo, revelou que as empresas chinesas estavam envolvidas em abusos dos trabalhadores africanos de  generalizada, submetendo funcionários locais da indústria de mineração a condições de trabalho duras e injustas. O relatório investigou as práticas trabalhistas chinesas no Zimbábue, na Zâmbia e na República Democrática do Congo, e revelou que as empresas de mineração eram as principais culpadas de abusos e infrações trabalhistas.

Os governos africanos precisam assumir um papel de liderança na proteção dos trabalhadores contra abusos e maus-tratos, e não estarem preocupados apenas em receber empréstimos dos chineses. Os governos e sindicatos africanos têm de ter atenção com a forma  como seu povo é tratado por empresas estrangeiras, especialmente as chinesas que operam no continente.

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