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MENOS GOVERNO, MAIS DINHEIRO PARA O POVO – ANGOLA

O excesso de funcionários públicos em Angola sempre representou um problema, a militância político-partidária infiltrada em determinados ministérios ou áreas envolvendo setores públicos carecem de redução, o mais rápido possível.

Não pretendo com isto defender a inexistência de um Governo ou quadro administrativo social, mas trazer à tona a necessidade de se sustentar um quadro administrativo mínimo necessário nas áreas que envolvam administração dos recursos públicos – dos recursos do povo – do nosso dinheiro.

Conforme o Jornal de Angola (Edição 31/03/2019), Paulo Pombolo frisou que o atual Comité do partido no poder é composto por 363 membros e a que decidiu incluir mais 134 lugares, o que vai totalizar 497.Em meio a crescente dívida e planos de austeridade que assolam o povo, o então presidente da república e os seus “camaradas” fomentam a ideia da necessidade de se alargar os membros de seu partido, priorizando assim uma entrada maior de jovens neste, quando o discurso deveria estar assente na necessidade de diminuição ou substituição de quadros que nada agregam ou produzem, como a deputada que finge teclar, os vagabundos flagrados a dormir, os que só levantam as mão para gritar viva e os que bajulam para alcançar privilégios e cargos maiores – Os salários e privilégios que estes ostentam, são pagos com o dinheiro do povo que pouco ou quase nada ganha, e a única coisa que têm para ostentar é o desejo de ver seus problemas básicos resolvidos.

No que tange a gestão ou administração pública, – O empregado do governo também é um eleitor do governo, participa do processo político que lhe favorece. Quando ele olha para o orçamento, o que ele prioriza, a responsabilidade fiscal ou o aumento de sua renda? Quando vai às urnas, pensa no social ou na garantia da estabilidade de sua família e de seus co-partidários? A resposta todo mundo sabe, basta olhar para a nossa sociedade.

Nos últimos anos, somente a folha salarial dos funcionários públicos foi responsável pela absorção de toda receita não petrolífera auferida pelo Governo – Conforme o Plano de Estabilização macroeconômica 2017-18, os indicadores mais recentes indicam que as receitas fiscais não petrolíferas têm sido absorvidas na totalidade pelas despesas ligadas à folha salarial. Em determinados períodos, as receitas não petrolíferas não foram sequer suficientes para cobrir aquelas despesas, consubstanciando um sério problema de sustentabilidade fiscal e de crescimento económico.

Sustentar ministérios que nada fazem ou agregam e bancar um bando de “camaradas” sedentos em viver às custas do dinheiro do povo em momento algum será mais importante do que a resolução dos reais problemas que assolam os angolanos.

O trabalhador do setor privado, que é quem produz e é tributado para sustentar toda essa farra, na sua maioria, sobrevive graças a uns poucos salários mínimos arrecadados no final de cada mês em troca de sua força de trabalho — não houvesse trabalhador do setor privado, não haveria salário para funcionalismo público. A ânsia de determinados cidadãos em fazer parte e/ou alcançar determinado cargo público reflete o quanto a nossa sociedade está longe de alcançar o tão sonhado desenvolvimento, pois, nenhum país desenvolve com uma enorme máquina pública para sustentar enquanto a educação, saúde e saneamento básico de qualidade estão longe de serem alcançados.

Quem já foi atendido em qualquer estabelecimento público em Angola conhece o despreparo de muitos que ali atuam. É visível a olhos nus a burocracia, ineficiência e tendência a extorsão. A síndrome do “camarada” segue e prossegue, camaradagem esta que joga bajuladores e descompromissados com os reais problemas da população em cargos públicos de extrema importância, eis um dos motivos de Angola ser considerado um dos países mais corruptos do mundo .

Todos os privilégios dos funcionários públicos são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada, esta que também é asfixiada por burocracias e regulamentações.

É importante definir prioridades, não precisamos sustentar dezenas de ministérios ou milhares de funcionários públicos, quanto menor a estrutura governamental, maior será a disposição de recursos disponíveis a resolução de problemas essenciais.

Por: AllQuing

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