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França e Rússia disputam controle da República Centro-Áfricana, e aumentam presença militar

França e Rússia disputam controle da República Centro – Áfricana, e alargam influencia e presença militar.

presidentes Putin e Macron

A problemática  República Centro-Africana está dividida entre seu ex-mestre colonial, a França, e novos aliados, a Rússia, enquanto passa por crescente instabilidade após anos de insurgência armada por grupos rebeldes e milicianos.

Conflito eterno , e o papel da Russia 

O conflito agravou-se em 2013 depois que uma coalizão de grupos rebeldes muçulmanos chamada Séléka tomou o controle de várias cidades, incluindo a capital, e derrubou o então presidente Cristiano Franzis Bozize. Esta ação evocou represálias de milícias cristãs chamadas Anti-balaka.

O país rico em diamantes, ouro e urânio tornou-se no  mais recente interesse da Rússia em  África, enquanto a França está preocupada em perder a influência sobre sua antiga colônia, que não via a paz nos últimos 20 anos.

O Conselho de Segurança da ONU impôs um embargo de armas ao país desde o início do conflito armado, e a Rússia aproveitou uma cláusula de isenção para fornecer armas às forças de segurança com a aprovação de um comitê de sanções.

O presidente russo Vladimir Putin cumprimenta o presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera

A Rússia enviou treinadores militares e armas para a República Centro-Africana no início deste ano, após 

assinar um acordo bilateral com o novo presidente eleito em 2017, Faustin-Archange Touadera.

A visita de Touadera a Moscou no ano passado resultou na assinatura do acordo que, entre outras coisas, inclui exploração de mineração “mutuamente benéfica”.

Moscou também foi além dos esforços de negociação da ONU para ajudar a acabar com os conflitos  no país, convidando os grupos armados para Cartum em agosto para negociações com o Sudão e eles assinaram um acordo preliminar para acabar com o conflito.

A Rússia também anunciou outro carregamento de armas e o envio de 60 treinadores militares adicionais no final de outubro.

O papel da França

O movimento enfureceu a França, que só tem presença militar no país dentro da missão de paz da ONU, a MINUSCA.

“A Rússia afirmou sua presença na República Centro-Africana nos últimos meses, é verdade, mas não tenho certeza de que essa presença e as ações implantadas por Moscovo, como os acordos negociados em Cartum no final de agosto, ajudem a estabilizar a região. Disse a  Ministro da Defesa da França, Florence Parly, ao semanário Jeune Afrique.

Presidente francês Emmanuel Macron recebe presidente da República Centro-Africana Faustin Archange Touadera

 

A África pertence aos africanos e a mais ninguém, não mais aos russos que aos franceses”, acrescentou.

Um mês depois dessa explosão, a França anunciou no início de novembro que entregaria armas à República Centro-Africana e ofereceria 24 milhões de euros (27 milhões de dólares) em ajuda bilateral.

A França também apresentou um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU que veria tropas de paz da ONU oferecendo apoio a forças nacionais recém-formadas enquanto elas se instalam em todo o país.

 

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