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Falta de combustíveis deve-se a falta de transparência na gestão da Sonagol.

A Sonangol apesar de ser uma empresa pública, não deixa de ser uma empresa como qualquer outra, cujo o objetivo é gerar lucro.

Entre tanto, para  uma empresa gerar lucro e honrar com os seus compromissos juntos dos seus clientes, e dos seus acionistas ela tem de observar e operar com base as condições impostas pelo mercado, fixar os preços dos seus produtos com base a realidade do mercado, e de acordo com a lei da oferta e demanda, e não com base a vontade de um ministério ou entidade reguladora.

O que se passa na Sonangol é que os preços dos derivados do petróleo ( o gasóleo e gasolina) são fixados pelo governo, através do ministério das finanças. Esses preços fixados pelo governo são relativamente mais baixos, em relação aos preços reais. E por tanto, Essa política intervencionista do governo na Sonangol, fez com que a empresa não gerasse lucros suficientes para cobrir com as suas despesas e honrar com as suas obrigações juntos dos fornecedores de derivados do petróleo.

Como sabemos, apesar do país ser produtor de petróleo, não possui refinarias suficientes, capazes de abastecer o mercado nacional, e por tanto a Sonangol tem de importar combustível. Como não produziu lucros, a Sonangol ficou sem saber de onde tirar dinheiro para importar derivados do petróleo. Mas espera ai! Não foi a Sonangol, que no primeiro trimestre deste ano apresentou lucro na ordem dos três mil milhões de dólares? E agora um mês depois não tem dinheiro para importar combustíveis?

Na verdade a  falta de combustível no país, deve-se a falta de transparência na gestão da Sonangol, e a corrupção nos órgãos públicos. Existe muita gente que esta a beneficiar-se e por tanto a enriquecer com todo esse teatro montado em torno da Sonangol, entre tanto, como sempre quem sofre é o povo.

Concluindo, o único culpado pela escassez de combustíveis nos postos de abastecimento é a corrupção, e falta de transparência na gestão pública.

Enquanto tivermos uma pseudo economia de mercado, e o governo continuar a ser intervencionista nos mais diversos sectores da economia, enquanto a corrupção continuar a ser tradição nos órgãos públicos, o país não ira para frente. Situações semelhantes as das filas nos postos de abastecimento, irão repetir-se mais vezes e nos mais diversos sectores da economia.

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