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EUA consideram predatória a presença da China e da Rússia em África e lançam projecto “Prosper África”

Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira ultima uma nova estratégia  política para a África, que enfatiza a prestação de contas no comércio e manutenção da paz no continente ,em oposição ao envolvimento chinês e russo “predatório” no continente.

Presidente dos EUA Donald Trump

Durante um discurso que  anunciava uma nova estratégia americana para aÁfrica, o conselheiro de segurança nacional dos EUA John Bolton criticou  a China por sua busca agressiva por recursos naturais e sua crescente presença militar e marítima em África, alertando que o equilíbrio de poder no Chifre da África poderia mudar para Pequim – e acusou aRússia de usar o continente para buscar a glória imperial do passado.

As práticas predatórias levadas a cabo pelaChina e pela Rússia impedem o crescimento econômico da África, ameaçam a independência financeira das nações africanas, inibem as oportunidades de investimento dos EUA, interferem nas operações militares dos EUA e representam uma ameaça significativa aos interesses de segurança dos EUA“,disse Bolton.

A China, em particular, tem forte presença em África com investimentos diretos, ajuda e projetos de infra-estrutura que deixam parceiros sobrecarregados por dívidas pesadas – e sob influência chinesa delongo prazo.

Mudanças na política externa de ajuda dos EUA para Africa.

Os governos africanos vão, a partir de agora, encontrar uma abordagem mais rígida à ajuda tradicional dos EUA, disse Bolton, com o fim da “assistência indiscriminada em todo o continente”.

Toda a ajuda dos EUA no continente irá promover os interesses dos EUA, e ajudar as nações africanas a se moverem em direção à auto suficiência“, disse Bolton.

Trump prometeu cortar a ajuda externa em todo o mundo e não é conhecido a sua posição ou  interesse em África.

Bolton anunciou, com poucos detalhes imediatos, uma iniciativa chamada “Prosper Africa” para impulsionar o investimento do setor privado dos EUA em toda a África com o objetivo de oferecer um comércio “de alta qualidade, transparente e inclusivo”.

Bolton disse que a abordagem mostrou como os Estados Unidos são “a menor potência imperial na história do mundo”.

Nos negócios econômicos da América, pedimos apenas reciprocidade, nunca por subserviência“, disse ele.

Bolton também alertou que os Estados Unidos estão a considerar em  suspender a ajuda ao Sudão do Sul, que se beneficiou da generosidade dos EUA desde sua independência em 2011, a menos que seus”líderes moralmente falidos” ponham fim a seus combates internos.

Críticas as missões de paz da ONU

A competição com a China e a Rússia acontece quandoWashington prepara-se para reduzir a sua já modesta presença militar no continente.

Washington quer que os atores regionais assumam mais responsabilidade por sua própria segurança, com vistas a impulsionar o uso de poder mais suave de Washington.

Bolton citou como exemplo o chamado G5 Sahel – uma força de segurança apoiada pelos Estados Unidos, que consiste em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger. Mas Bolton, dirigiu duras criticas à Organização das Nações Unidas, dizendo que os Estados Unidos irão  “simplificar, reconfigurar ou encerrar” as missões de paz da ONU, a menos que essas “facilitem

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